Modelagem, Negociação e Integração: O Tripé da IA em Fusões e Aquisições


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Tecnologia Aplicada em M&A.

Modelagem, Negociação e Integração: O Tripé da IA em Fusões e Aquisições.

Daniel Rivera Alves
Sócio Fundador da Elit Capital

 

Modelagem Financeira e Precificação por IA

Modelos preditivos baseados em IA tem a capacidade de simular múltiplos cenários de valuation, considerando variáveis macroeconômicas, tendências setoriais e dados históricos. A análise econômico-financeira envolve um planejamento criterioso sobre a geração de valor da empresa, seu potencial de crescimento e as tendências de mercado. Além disso, concentra-se no fator temporal e em variáveis que assegurem a perenidade do negócio.

A incerteza é uma característica inerente às projeções, e o valuation não deve ser representado por um único número, mas sim por uma distribuição de valores — um intervalo confiável que reflita a ponderação dos diferentes cenários possíveis.

As ferramentas de inteligência artificial permitem a simulação de cenários dinâmicos por meio de projeções confiáveis, fundamentadas em modelos estatísticos, para embasar decisões estratégicas e orientar investimentos. Esses sistemas ajustam automaticamente as premissas financeiras com base na análise histórica, incorporando dados atualizados e tendências identificadas para gerar projeções avançadas e precisas de cada variável. O valuation é constantemente refinado por meio de retroalimentação dos dados, garantindo maior acurácia e aderência à realidade.

Dentre as principais aplicações em M&A, as plataformas que utilizam inteligência artificial permitem acessar e agregar informações provenientes de diversas fontes públicas e bancos de dados privados, com base em instruções sobre a empresa analisada e seu mercado de atuação.

Essas plataformas são capazes de identificar e disponibilizar documentos relevantes, consolidar dados setoriais, múltiplos de transações comparáveis recentes, automatizar uma variedade de cálculos e indicadores financeiros, além de apresentar comparações detalhadas em relação aos pares de mercado, concorrentes listados em bolsa e médias setoriais.

O resultado dessa análise comparativa, potencializada por inteligência artificial, é um valuation relativo bem fundamentado, estimado com base em múltiplos e parâmetros de mercado. A IA permite a geração de cenários dinâmicos, oferecendo maior profundidade e flexibilidade às projeções, garantindo maior precisão na precificação.

Negociação Assistida

Outra contribuição relevante dos agentes de inteligência artificial é a sugestão de estruturas de negociação otimizadas, fundamentadas em benchmarks de mercado e análises de risco da operação. Essa abordagem reduz a assimetria de informação entre as partes envolvidas e representa um avanço significativo na sofisticação das transações de M&A.

A inteligência artificial proporciona maior agilidade na tomada de decisão ao analisar, com eficiência, grandes volumes de dados históricos de transações — como múltiplos de valuation, estruturas de pagamento, cláusulas contratuais e mecanismos de earn-out, entre outros.

A tecnologia também é capaz de identificar rapidamente o perfil de risco da empresa por meio da análise de indicadores financeiros, exposição regulatória, litígios pendentes, concentração de receita e dependência de fornecedores ou clientes estratégicos.

Com base nessa análise, a inteligência artificial é capaz de mapear o comportamento e os padrões de negociação das partes envolvidas em transações similares, sugerindo — conforme os precedentes observados — estratégias, termos e condições mais adequados.

Entre essas recomendações, destacam-se cláusulas específicas para ajustes de preço, formas de pagamento mais indicadas, mecanismos de garantia e disposições de indenização, alinhadas ao perfil da operação e às práticas de mercado.

Ao longo da negociação entre as partes, a inteligência artificial contribui para uma precificação mais precisa da operação, por meio da simulação de diferentes cenários e da análise de seus respectivos impactos.

A tecnologia indica, por exemplo, como variações no EBITDA ou na taxa de crescimento influenciam o valuation final, além de evidenciar os efeitos de diferentes estruturas de earn-out sobre o retorno esperado, oferecendo maior embasamento às decisões estratégicas.

Impactos da Inteligência Artificial na Integração Pós-Fusão

A inteligência artificial tem se consolidado como um catalisador da transformação corporativa, especialmente na fase de integração pós-fusão (PMI). Mais do que uma ferramenta tecnológica, ela se tornou uma alavanca estratégica para decisões empresariais, impulsionando ganhos expressivos em eficiência operacional, precisão analítica e tomada de decisão orientada por dados. Ao permitir uma leitura mais ágil e profunda dos processos de integração, a IA eleva significativamente as chances de capturar sinergias de forma estruturada e acelerada.

O PMI representa uma etapa decisiva para o êxito de operações de fusões e aquisições. Mais do que a convergência de sistemas e processos, essa fase exige a validação da compatibilidade cultural entre as organizações, a preservação de talentos e o alinhamento estratégico dos objetivos e diretrizes das partes envolvidas.

Entre os principais impactos da IA na forma como as empresas conduzem a integração pós-fusão, destacam-se os processos de planejamento e a integração de sistemas. A gestão de talentos e a cultura das empresas figuram como dois pilares críticos para o sucesso do processo de mudança, e devem ser cuidadosamente gerenciados antes, durante e após a transação.

Um dos maiores desafios neste tipo de projeto é assegurar que as empresas operem sob uma mesma cultura organizacional harmônica. As soluções de IA contribuem para uma maior compreensão dos recursos humanos das empresas — tanto isoladamente quanto combinadas. Ferramentas de análise de pessoas (people analytics) ajudam a prever riscos de turnover e a mapear talentos-chave. A IA permite o detalhamento de planos de cargos e salários, o mapeamento de convergências e potenciais conflitos culturais, além da identificação de características e comportamentos de colaboradores e líderes, formais e informais.

Com base nestes dados, é possível implementar ações de retenção direcionadas, preservando o capital humano essencial e garantindo a continuidade das competências. A IA viabiliza a formulação de planos de comunicação, políticas corporativas e estratégias de engajamento personalizadas, promovendo uma integração mais fluida e sustentável.

O planejamento antecipado do processo de integração — idealmente iniciado ainda na fase de definição dos critérios de investimento e aprofundado ao longo da due diligence — é fundamental para garantir maior previsibilidade e assertividade na formulação das estratégias de integração. Em projetos dessa natureza, a IA tem sido aplicada na análise de combinações das estruturas e estimativa de sinergias. Essa avaliação investiga o potencial de captura de sinergias em três principais esferas: (i) Administrativa, (ii) Operacional e (iii) Comercial, com uma abordagem mais precisa e orientada por dados para a captura de valor pós-transação.

A captura de sinergias comerciais em transações de M&A pode ser significativamente ampliada com o uso de IA na análise integrada de bases de dados financeiras, operacionais e de mercado. Por meio dessa abordagem, a IA identifica áreas com elevado potencial de geração de valor — como sobreposição de clientes, canais de distribuição complementares e sinergias entre capacidades operacionais — oferecendo subsídios para decisões mais assertivas e orientadas por dados.

A adoção de tecnologias de automação de processos acelera o mapeamento, a migração e a integração de sistemas críticos, como ERPs (Enterprise Resource Planning – sistemas integrados de gestão) e CRMs (Customer Relationship Management – gestão do relacionamento com o cliente). Essa abordagem aumenta a eficiência operacional e permite que as empresas alcancem, de forma mais rápida e estruturada, um estado funcional unificado, essencial para a captura de sinergias e a continuidade dos negócios após a fusão.

Com o apoio desses sistemas baseados em IA, é possível ainda monitorar indicadores de desempenho em tempo real, acompanhar o alcance dos objetivos inicialmente traçados e antecipar eventuais gargalos operacionais com maior precisão. Essa capacidade analítica proporciona uma compreensão aprofundada do negócio, gera novas perspectivas a partir da releitura de dados originais e alimenta ajustes proativos. O resultado é uma gestão ágil e orientada por dados, que contribui diretamente para a mitigação de riscos e acelera a captura de sinergias.

Ao incorporar essas aplicações ao processo, as empresas não apenas ganham velocidade na execução, como também aprimoram significativamente a qualidade das decisões estratégicas — ampliando as chances de sucesso na integração e viabilizando a extração efetiva de valor nas transações.

Inteligência Artificial em M&A: A Nova Fronteira da Eficiência Estratégica


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Tecnologia Aplicada em M&A.

Inteligência Artificial em M&A: A Nova Fronteira da Eficiência Estratégica.

Daniel Rivera Alves
Sócio Fundador da Elit Capital

O uso da inteligência artificial (IA) nos negócios tem como objetivo central gerar valor, além de gerar conteúdo, análises ou automatizar tarefas. Nesse novo contexto tecnológico, o ser humano permanece como protagonista, conferindo credibilidade ao processo e às ferramentas de IA e fortalecendo as relações com as partes interessadas.

Para compreender a inovação, é fundamental elucidar as principais características desta tecnologia e o seu processo evolutivo. A IA Generativa aprende padrões para criar conteúdo e resultados originais — de relatórios e análises a protótipos de produtos — superando sua predecessora, a IA Preditiva, que se limitava a estimar cenários, sem produzir material novo. Em 2025 vivenciamos a terceira onda da inteligência artificial, a IA Agêntica.

A IA Agêntica se caracteriza pela autonomia na execução de tarefas e na tomada de decisões sem supervisão contínua, pelo comportamento orientado a objetivos que podem evoluir com o tempo, pela adaptabilidade para ajustar ações conforme mudanças no ambiente e novas informações, pelo processamento de grandes volumes de dados para escolher as alternativas mais eficazes e pela interoperabilidade entre múltiplas fontes de dados, ferramentas e plataformas, garantindo operações integradas e decisões mais bem-informadas.

Na era agêntica, o cenário de fusões e aquisições (Mergers and Acquisitions – M&A) encontra-se em meio a transformações profundas. O que até então era um processo intensivo em capital humano e análise manual, agora é impulsionado por tecnologias e ferramentas capazes de redefinir a forma como as empresas identificam e avaliam oportunidades de negócios, conduzem diligências e integram operações. A IA não é apenas uma ferramenta de apoio — ela está se tornando uma camada de inteligência adicional, um agente estratégico central nas decisões de M&A, cada vez mais superintuitivos e com capacidade de prever demandas com alta precisão.

Com a chegada da IA Generativa (GenAI) e dos agentes autônomos, um novo paradigma se consolida: a inteligência artificial como motor estratégico das operações de M&A. Segundo relatório da Bain & Company, apenas 16% das organizações utilizam GenAI nesse contexto atualmente, mas até 2027 mais da metade deverá adotar a tecnologia para acelerar e otimizar seus processos, devendo alcançar 80% em três anos.

Historicamente, operações de M&A demandam um suporte robusto de assessores especializados, que reúnem competências negociais, profundo domínio em finanças corporativas, análise minuciosa das estruturas e implicações jurídicas envolvidas, além de experiência operacional e uma visão estratégica bem definida para o mercado de atuação.

Esses processos são compostos por múltiplas etapas interdependentes: desde uma preparação cuidadosa e uma prospecção criteriosa, passando pela análise de sinergias potenciais, condução da due diligence (DD), negociações complexas com termos e condições específicas, estruturação financeira e societária sob medida da transação, até a integração pós-fusão (PMI). Cada fase exige tempo, precisão e, acima de tudo, capacidade de processar e interpretar grandes volumes de dados com agilidade e assertividade.

Os assessores de M&A envolvidos em transações corporativas, sejam eles consultores de negócios, advogados, analistas financeiros, auditores ou gestores de integração, estão percebendo suas funções evoluírem com o apoio de tecnologias de IA. Inúmeras ferramentas específicas para fusões e aquisições, desenvolvidas com base em IA, estão disponíveis no mercado e oferecem uma variedade de funcionalidades que garantem aos assessores ganhos de produtividade impressionantes.

 

Tecnologia Aplicada à Execução de Transações Corporativas

A aplicação da inteligência artificial em plataformas de análise especializada tem revolucionado as etapas de identificação e avaliação de oportunidades de negócio. Desde a triagem detalhada de possíveis alvos de aquisição até a análise preditiva de riscos, passando pela automação de tarefas jurídicas e financeiras, essas soluções vêm alavancando a eficiência e aprimorando a qualidade e a precisão das decisões estratégicas do processo de M&A. Com capacidade de analisar milhares de informações em tempo real, cruzando dados públicos e privados, essas plataformas revelam oportunidades inexploradas e potenciais transações com base em critérios altamente específicos.

Merecem destaque algumas funcionalidades mais relevantes destas plataformas, como os recursos de sourcing & screening, voltados à identificação de investidores, compradores e alvos estratégicos para aquisição. Através de filtros avançados — como segmento de atuação, localização geográfica, porte da entidade, tipo de operação e indicadores financeiros — essas plataformas entregam resultados precisos em questão de segundos, substituindo semanas de trabalho manual por insights instantâneos e acionáveis. Além disso, geram relatórios comparativos robustos, com análises detalhadas que evidenciam questões fundamentais para embasar decisões de alto impacto e acelerar movimentos estratégicos com confiança.

Um dos principais usos da tecnologia e inteligência artificial em operações de M&A está nas plataformas digitais que conectam investidores, compradores e vendedores em escala global. A maioria dessas soluções é projetada para apoiar diretamente os assessores profissionais na execução de seus mandatos, oferecendo ferramentas que ampliam a eficiência e a precisão das análises.

Embora possam ser comparadas, em termos gerais, a marketplaces ou classificados empresariais digitais, essas plataformas se distinguem pelo alto grau de sofisticação e pelos recursos avançados de inteligência artificial, capazes de identificar os pares mais adequados para cada transação listada — com base em critérios estratégicos, financeiros e operacionais.

Um estágio crítico da operação que vem sendo transformado pelo uso de tecnologia é a due diligence. Tanto a diligência conduzida pelo comprador quanto a vendor due diligence — realizada previamente pelo vendedor — têm se beneficiado significativamente da aplicação de inteligência artificial.

Entre as ferramentas digitais mais utilizadas neste processo está o Virtual Data Room (VDR), ou Sala de Dados Virtual. Essa solução tradicional evoluiu com o avanço de tecnologias de segurança, automação e análise inteligente, tornando-se ainda mais eficiente. Os VDRs oferecem um ambiente digital seguro para o compartilhamento de informações sensíveis e documentos confidenciais relacionados à transação, viabilizando uma diligência mais ágil, precisa e confiável.

Por meio de algoritmos sofisticados, essas plataformas de VDR extraem insights relevantes de documentos jurídicos, operacionais e financeiros, reduzindo significativamente o tempo necessário para concluir a diligência e aumentando a confiabilidade das análises.

Um dos recursos mais avançados dos VDRs modernos — aprimorados por inteligência artificial — é a automatização do processo de perguntas e respostas (Q&A). A IA embarcada não apenas sintetiza dúvidas recorrentes e responde diretamente a questionamentos sobre os documentos disponibilizados, como também revisa contratos, analisa demonstrativos financeiros, registros fiscais e documentos regulatórios em questão de minutos. Com isso, é capaz de identificar cláusulas de risco, inconsistências e oportunidades ocultas com elevada precisão, otimizando a tomada de decisão e agregando valor ao processo de diligência.

Algumas dessas soluções digitais especializadas oferecem funcionalidades que extrapolam os recursos tradicionais de um VDR, viabilizando uma gestão integrada de projetos de M&A. Ao incorporar ferramentas de IA para automatizar e acompanhar relacionamentos (CRM), monitorar oportunidades em andamento (pipeline), gerenciar cronogramas e até mesmo gerar automaticamente rascunhos dos materiais de divulgação — como teasers e Confidential Information Memorandums (CIMs) — essas plataformas transformam documentos e dados disponíveis em recursos estratégicos.

Na nova era agêntica, os profissionais envolvidos em transações de M&A precisam desenvolver competências que vão além da análise financeira. A liderança aumentada por IA exige o desenvolvimento da capacidade de definir adequadamente problemas complexos e fluência tecnológica para estruturar as melhores soluções. Neste sentido, o papel do assessor de M&A está se transformando: de executor técnico para orquestrador de agentes inteligentes, fazendo uso de ferramentas tecnológicas poderosas de IA para suportar decisões estratégicas.

Compliance: Um Alicerce Estratégico da Valorização Empresarial.


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Compliance: Um Alicerce Estratégico da Valorização Empresarial.

Daniel Rivera Alves
Sócio Fundador da Elit Capital

Em um mercado cada vez mais competitivo e orientado por critérios de transparência, governança e sustentabilidade, o compliance não representa simplesmente uma obrigação regulatória, mas um diferencial de mercado. Mais do que cumprir normas, trata-se de incorporar disciplina, organização, e credibilidade à gestão — elementos que reduzem o nível de incerteza e elevam a previsibilidade dos resultados, influenciando na valorização do negócio e na atração de capital.

O compliance é um sistema de governança corporativa voltado à conformidade legal e regulatória, que visa assegurar que a empresa atue de acordo com leis, normas externas e suas políticas internas. Além de proporcionar boas práticas na gestão de riscos jurídicos, o compliance tem o potencial de difundir uma cultura ética, fortalecer a reputação institucional e contribuir para a sustentabilidade e perenidade dos negócios.

Empresas com governança clara, relatórios consistentes e gestão eficaz de riscos reputacionais tornam-se mais atrativas para investidores — sejam eles estratégicos ou financeiros. Nesse contexto, o compliance contínuo pode reduzir o custo de capital ao proporcionar maior previsibilidade do fluxo de caixa e maior confiança no desempenho futuro da organização.

O modelo reativo de compliance, baseado em respostas pontuais a eventos isolados, não atende de forma plena as exigências do mercado. Em contraste, o compliance contínuo atua de forma preventiva, fortalecendo a estrutura organizacional e mitigando riscos de forma sistemática. Trata-se de uma abordagem madura e profissional, que mantém a empresa sempre pronta para auditorias, processos de Due Diligence em operações de M&A e negociações com investidores — sem improvisos.

A organização documental, proporcionada por uma estratégia de compliance bem planejada, acelera etapas críticas como a Due Diligence, reduzindo o tempo entre o contato inicial e o fechamento da operação. Além disso, evita contingências fiscais, jurídicas ou trabalhistas que poderiam comprometer a negociação ou desvalorizar o negócio, assegurando uma transação mais ágil e eficiente.

Para empresários que consideram se preparar para atrair investidores, o compliance é uma ferramenta poderosa na construção e preservação da reputação e do legado. Ele reforça a percepção de que a empresa é bem gerida, responsável e preparada para uma transição estável, fatores que influenciam diretamente a percepção de valor sobre o negócio e a probabilidade de sucesso da transação.

A credibilidade nas relações constrói valor empresarial. Investidores e parceiros estratégicos valorizam empresas estáveis, que gerenciam seus riscos de forma consistente e sistemática. O compliance transmite confiança desde o primeiro contato, reforçando a imagem de solidez e profissionalismo. Esta credibilidade tende a se refletir em múltiplos de avaliação mais elevados, proporcionando condições de financiamento mais favoráveis e maior atratividade em processos de M&A, impulsionada pela transparência operacional e previsibilidade dos resultados.

Empresas que mantêm boas práticas de conformidade de forma contínua aumentam significativamente suas chances de atrair capital e concluir com êxito operações estratégicas. Por outro lado, negócios sem estrutura de compliance enfrentaram atrasos, renegociações e até cancelamentos, especialmente em setores regulados, onde a conformidade é um pré-requisito.

A estruturação de processos de governança envolve a identificação falhas críticas e a organização da documentação necessária para garantir conformidade. A implementação de uma estratégia eficaz de compliance exige o envolvimento ativo da liderança na implementação de políticas de gestão de risco e proteção de dados, desenvolvimento de controles financeiros e relatórios consistentes, realização de auditorias internas e revisões legais periódicas, além de supervisão independente.

Principais Riscos e Desafios em Transações de M&A


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Principais Riscos e Desafios em Transações de M&A

Daniel Rivera Alves
Sócio Fundador da Elit Capital

Empreendedores que chegam despreparados a uma operação de fusões e aquisições perdem oportunidades valiosas. A preparação adequada faz toda a diferença para obter sucesso em processos de M&A ou na captação de recursos para investimentos. Neste artigo, você vai conhecer os principais riscos e desafios que podem comprometer uma transação, além das melhores práticas para mitigá-los.

Preparação Essencial

Antes de iniciar qualquer negociação, é fundamental reunir uma equipe de assessores com experiência comprovada em M&A e operações de dívida. Essa etapa envolve:

• Selecionar consultores jurídicos, financeiros e tributários alinhados ao porte e ao setor da sua empresa
• Organizar informações operacionais e financeiras em um Data Room Virtual (VDR);
• Definir estratégia, estrutura societária e principais termos jurídicos;
• Desenvolver estudos preliminares, como uma Vendor Due Diligence, para mapear riscos e valores;

Investir em recursos especializados e em processos bem estruturados garante respostas ágeis e seguras ao longo de toda a transação.

Principais Riscos em Transações de M&A

1. Avaliação incorreta da empresa
Uma valuation mal calibrada pode supervalorizar ou subvalorizar seu negócio, levando a negociações frustradas ou prejuízos significativos.

2. Due diligence insuficiente
Falhas na análise de ativos, passivos, contratos ou compliance regulatório deixam passivos ocultos se transformarem em surpresas indesejadas.

3. Choque cultural
Diferenças de valores e estilo de gestão abalam a moral da equipe e podem reduzir a produtividade após a união das empresas.

4. Integração operacional falha
Processos e sistemas incompatíveis geram atrasos, custos extras e atrito entre equipes.

5. Perda de clientes e fornecedores estratégicos
Insegurança no mercado pode levar parceiros-chave a buscar alternativas, afetando receitas e negociações.

6. Barreiras regulatórias e legais
Restrições antitruste, exigências de órgãos reguladores ou cláusulas contratuais podem bloquear ou estender o prazo de fechamento.

7. Financiamento inadequado
Condições de crédito desfavoráveis ou dependência excessiva de capitais externos colocam a viabilidade do negócio em risco.

8. Expectativas desalinhadas entre as partes
Divergência sobre valuation, metas de crescimento ou papéis societários pós-negociação cria impasses e disputa de interesses.

9. Falta de governança e compliance
Ausência de processos claros de governança deixa decisões críticas vulneráveis a falhas de controle.

10. Incapacidade de capturar sinergias
Mesmo após o fechamento, a má execução da integração impede que os ganhos previstos se materializem.

Documentos e Ferramentas-Chave

Para conduzir o processo com eficiência e transparência, é recomendável produzir:

Teaser: apresentação resumida para atrair investidores qualificados;
Confidential Information Memorandum (CIM): documento detalhado com informações estratégicas;
Process Letter: instruções e cronograma para interessados na transação;
Valuation: avaliação econômico-financeira que fundamenta as negociações;
Data Room Virtual (VDR) com recursos de inteligência artificial (IA) para Due Diligence (DD) organizada e ágil;

Cada material deve ser elaborado com foco na clareza das informações, qualidade visual e segurança de acesso.

Conclusão

O verdadeiro sucesso em M&A depende de preparação rigorosa, governança sólida e integração pós-fusão (Post-Merger Integration – PMI) bem conduzida. Um planejamento detalhado, aliado a uma equipe especializada, reduz os principais riscos e maximiza as sinergias que justificam toda operação. Empreendedores que dominam esses aspectos garantem maior controle sobre o crescimento e o valor de suas empresas.

M&A – Estrutura de Remuneração.


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Daniel Rivera Alves
Sócio Fundador da Elit Capital

Em 2021 o volume global de Transações Corporativas alcançou um novo recorde histórico, totalizando US$ 5,8 trilhões de dólares, um crescimento de 63% frente a 2020, segundo a consultoria Dealogic. Com a atual liquidez nos mercados financeiros e o baixo custo do capital, o movimento de Fusões e Aquisições deve seguir nessa forte tendência observada nos últimos anos, apesar da inflação persistente e iminente elevação dos juros a nível mundial.

Atravessamos um momento ímpar na história, com muitas oportunidades de fusões e aquisições sendo originadas, tanto pela degradação econômica derivada das medidas implementadas pelos governos durante 2020 e 2021, como pela agenda de investimentos em infraestrutura, os inúmeros IPOs realizados e as novas operações de abertura de capital esperadas para 2022.

Muitas empresas estão fragilizadas, com alto nível de endividamento, e acabaram por tornarem-se alvo de aquisição. Em decorrência das transformações aceleradas, impostas pelo próprio mercado, as empresas se sentem impelidas a investir pesadamente no desenvolvimento e aquisição de novas tecnologias, inovação, novos modelos e formas de se trabalhar e fazer negócios. Neste cenário, consolidação de mercado e transações transformadoras desempenham um papel vital.

Em um contexto no qual a atividade de identificação, desenvolvimento e aquisição de novas competências e tecnologias proporciona um diferencial competitivo fundamental na estratégia empresarial, uma das decisões corporativas mais importantes é a definição correta da melhor equipe a ser alocada em projetos críticos.

Segundo levantamento da consultoria Robert Half, a busca por profissionais de M&A aumentou 50% em 2021, e os recrutadores encontram dificuldade em identificar candidatos com a qualificação necessária. O mercado financeiro é o setor que oferece a melhor remuneração, e neste caso os salários no segmento de fusões e aquisições alcançam R$ 70 mil reais mensais, ou aproximadamente US$ 12 mil dólares por mês, de acordo com o “Guia de Salários 2022” elaborado pela consultoria.

A venda de uma empresa é uma das decisões financeiras mais importantes na carreira do empreendedor, e estar bem assessorado é fundamental para garantir os melhores termos, e não correr o risco de perdas significativas através de contratos perigosamente desfavoráveis. A estrutura de remuneração utilizada em transações corporativas é uma das que melhor alinham os interesses das partes envolvidas, e a comissão, ao fechamento da operação, é um dos pagamentos mais prazerosos que o cliente pode fazer, resultado de uma operação de sucesso e com o dinheiro da venda no bolso.

O processo de compra ou venda de uma empresa é complexo e de longa maturação, demandando dedicação exclusiva de profissionais especializados, por meses. O assessor de M&A adiciona valor ao processo de várias maneiras diferentes, e contribui de diversas formas. Não é simples estratificar sua contribuição em cada projeto no qual participa, mas de acordo com 3/4 dos assessores de M&A consultados por uma pesquisa global sobre o tema, a “Gestão do Processo” é a tarefa que agrega maior valor aos clientes em uma operação desta natureza, seguido por “Negociação do Deal” e “Identificação de Compradores”, citadas por metade dos entrevistados. “Preservar o Foco” da equipe de gestão na operação da empresa e “Estabelecer a Credibilidade” do processo perante o mercado foram mencionadas por 97 profissionais consultados.

A pesquisa “M&A Fee Guide 21/22”, publicada pela Axial (Axial.net), uma plataforma Americana de M&A, apresenta as principais características da estrutura de remuneração dos Assessores de Fusões de Aquisições atuantes em transações de médio porte no continente americano, com o propósito de garantir maior transparência na contratação de assessores especializados em compra e venda de médias empresas. A pesquisa foi realizada entre julho e setembro de 2021, conduzida com 269 líderes distribuídos entre EUA (79%), Canadá (16%) e América Latina (5%). O Brasil contou com a participação de 5 firmas (~2% da amostra).

A proposta de valor das firmas de M&A está mudando. Manter o bom relacionamento com potenciais investidores parece perder força neste novo contexto, dando lugar à excelência nas atividades de gestão e negociação da transação, onde a capacidade técnica e integridade dos profissionais envolvidos tem maior influência no processo. Plataformas de M&A, Data Room Virtual e bancos de dados específicos contribuem para a eficiência e automação do processo, e são cada vez mais utilizadas para identificar possíveis compradores, investidores ou mesmo empresas alvo de aquisição. Estas informações estão mais acessíveis, dependentes da qualidade das ferramentas e bases de dados utilizadas.

De acordo com o guia, a maioria dos assessores (42%) trabalha em até 5 deals por ano, e 21% participam em média de 6 a 10 negócios, enquanto 30% dos profissionais são envolvidos em mais de 10 projetos. Uma minoria (7%) trabalha em menos de um deal completo por ano. O segmento de mercado de médias empresas é dominado por boutiques de M&A enxutas, e o resultado da pesquisa sugere uma proliferação destas firmas atuando em uma quantidade menor de transações, com foco na qualidade dos projetos, em detrimento da quantidade.

Uma das características mais importantes, a serem ponderadas pelas boutiques de M&A, em suas decisões sobre o engajamento em uma transação, diz respeito ao porte do negócio que pretendem liderar. É comum definirem um valor mínimo para as transações nas quais se propõem a atuar, e mais da metade (56%) dos respondentes indicaram que o limite dos deals nos quais se envolvem é de US$ 5 milhões ou menos. Cerca de 1/3 engaja-se em negócios entre US$ 10M e US$ 20M de dólares, pelo menos. No Brasil cerca de metade do volume de transações anuais são de até R$ 50 milhões de reais, e concentram os esforços da maioria dos assessores de fusões e aquisições. A partir de US$ 50M o mercado fica mais seletivo, e apenas 11% dos assessores consultados participam destas operações.

A estrutura de remuneração do assessor de M&A é determinada, principalmente, em função do porte, complexidade e probabilidade de sucesso da operação, além das condições e intensidade da atividade no mercado de fusões e aquisições e do segmento específico do cliente. O porte da transação pretendida impacta diretamente a compensação do assessor, tanto em relação aos honorários fixos quanto à comissão, variável.

Negócios de maior relevância permitem alocar profissionais mais preparados e exigem um investimento inicial maior, elevando as chances de sucesso das iniciativas de Corporate Development. A comissão também depende do tamanho do projeto, quanto maior o deal, menor o percentual cobrado pelas boutiques. Estruturas alternativas com percentual escalável, têm ganhado força nas negociações entre as boutiques e os clientes, e pressupõem a adoção de percentuais adicionais conforme a expectativa de valor estimado para a transação é excedida, adotadas por 39% dos assessores consultados no guia. Espere também que seja estabelecida uma comissão mínima, padrão da indústria e adotada por 1/3 das firmas, especialmente para transações menores.

Clientes menores têm mais restrições orçamentárias para suportar a contratação de uma assessoria profissional especializada, além de gerarem comissões relativamente inferiores, e oferecerem chances reduzidas de sucesso, apesar de demandarem maior esforço de negociação e preparação, por parte das boutiques de M&A. Com o mercado aquecido, a tendência é que as firmas selecionem transações maiores para trabalhar, otimizando a alocação de seus recursos.

As firmas que atuam em fusões e aquisições precisam vincular seus interesses econômicos aos objetivos de seus clientes, principalmente em mandatos no Sell-Side, e os honorários fixos são fundamentais para garantir esse alinhamento e proteger tanto o cliente quanto a firma. O modelo econômico das boutiques de M&A é baseado no sucesso das operações que concretizam, não nos honorários. Mais do que apenas cobrir os custos do processo, os honorários permitem ao assessor compartilhar os riscos da operação com o cliente, e demonstram a disposição de ser recompensado principalmente no êxito, sendo comum para 1/3 dos assessores inclusive deduzir os honorários iniciais da comissão.

Transações com valor entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões de dólares costumam pagar de 4% a 6% de comissão aos assessores envolvidos. Em negócios maiores, de US$ 20 milhões a US$ 50 milhões, as comissões costumam se situar entre 2% e 4% do total negociado pela boutique contratada. Os deals acima de US$ 100 milhões são precificados de 1% a 2% do valor da transação. Em operações menores, principalmente aquelas até US$ 10 milhões de dólares, algumas firmas conseguem negociar percentuais de comissão de 6% a 8%, ou mais, conforme a pesquisa da Axial. Pela experiência da Elit Capital em Transações Corporativas, os resultados apresentados no “M&A Fee Guide 21/22” refletem adequadamente a prática das principais boutiques de M&A e bancos de investimento atuantes no Brasil.

Com a concretização da transação, a depender da estrutura, pode haver variação significativa no preço do negócio, e afetar a comissão do assessor. A forma de pagamento da comissão é um ponto importante e deve constar no contrato entre o cliente e o assessor, reforçando inclusive o alinhamento de interesses das partes. O ponto principal desta negociação é distinguir dentre os componentes do preço. Os valores referentes ao Equity ou o financiamento da transação por parte do vendedor são pagos aos assessores no fechamento da transação, independente da forma de pagamento da transação, enquanto a parte da comissão que incide sobre o valor do earnout, referente ao desempenho futuro da empresa adquirida, é recebida se e quando este de fato for recebido pelo cliente.

Os resultados do “M&A Fee Guide 21/22” revelam ainda que enquanto 86% dos profissionais cobram comissão mais honorários para executar o processo, 14% são remunerados apenas no êxito da transação. Vale mencionar que 10% das respostas são de “Corretores”, 8% de “Outros”, 3% são “Advogados” e 1% “Contadores”, que têm modelos de trabalho diferentes do assessor de M&A, que representa 75% das respostas do guia.

De certa forma, a parcela de profissionais remunerados apenas no êxito parece ser um resultado surpreendente para os organizadores do guia, que entendem que esse fenômeno possa retratar situações específicas, como no caso de negociação por parte das principais boutiques de M&A junto aos grandes clientes por comissões maiores, ou ainda devido aos novos entrantes no mercado, em busca dos primeiros clientes, para formar uma carteira de mandatos e provar sua capacidade de execução, ou simplesmente representa a parcela de corretores e outros profissionais que responderam ao formulário. Se considerarmos apenas o mercado brasileiro de transações corporativas, que por aqui não é regulado, como ocorre nos EUA, a quantidade de profissionais sem formação especializada em M&A, que se propõem a trabalhar sem honorários, é provavelmente bem maior.

Ainda de acordo com o guia da Axial, considerando-se apenas as firmas que cobram honorários, além de comissão variável sobre o êxito da transação, o mais comum é a cobrança de honorário fixo, declarado por 42% dos participantes da pesquisa, sendo que a maioria destes cobra ao menos US$ 15 mil dólares para desenvolver o trabalho. Outros 35% adotam honorários entre US$ 10 mil e US$ 15 mil dólares por mês. Os 9% restantes são contratados por hora.

Assessores de M&A qualificados são firmes quanto a sua estrutura de remuneração, e deixam claro o valor de seus serviços aos clientes. Para garantir os melhores termos e condições possíveis em suas negociações, atrair múltiplos investidores potenciais qualificados, e superar os principais obstáculos e desafios inerentes às operações de fusões e aquisições, as empresas buscam identificar e contratar os profissionais mais bem preparados, com experiência em traçar estratégias vencedoras e proteger os interesses da empresa, de forma a garantir um excelente retorno para seus investimentos.

A experiência dos vendedores bem-sucedidos em M&A


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Daniel Rivera Alves
Sócio Fundador da Elit Capital

Grandes empresas, investidores institucionais e fundos de investimento (Private Equity, Venture Capital, Family Offices, Pension Funds, Endowments, etc) bem como multinacionais, costumam contratar assessores especializados e banqueiros de investimento para liderar processos de venda de participação societária e atração de investidores para suas empresas, investidas, ou mesmo certos ativos de seus portfólios, pois compreendem o valor que esses serviços agregam.

Assessores especializados em transações corporativas estabelecem um padrão profissional para o processo, nivelando experiência e conhecimento entre investidores profissionais e vendedores, em especial no caso de vendedores inexperientes.

Estudo inédito publicado por um professor de finanças da Fairfield University em outubro de 2016, “The Value of Middle Market Investment Bankers”, Michael B. McDonald IV, revela o valor dos serviços prestados por Bancos de Investimento e Boutiques de M&A, em uma pesquisa com proprietários de empresas de médio porte que venderam com sucesso seus negócios.

Com o propósito de examinar (i) a forma como assessores de M&A agregaram valor em Fusões e Aquisições e (ii) classificar os serviços mais valorizados por empresários, participaram da pesquisa donos de 85 empresas Americanas de médio porte, e chegou-se às seguintes conclusões:

1. Vendedores bem-sucedidos valorizam em especial a Gestão e Estratégia da Transação. Estabelecer um processo competitivo bem estruturado, e adotar a estratégia correta, eleva o valor recebido pelos sócios, como demonstrado pelo estudo;

2. Estruturação e negociação. Altamente valorizados por empresários que venderam seus negócios, assessores experientes, com conhecimento específico, agregam valor através de estruturas e soluções personalizadas, apresentando instrumentos para equilíbrio dos interesses, redução de riscos e alcance dos objetivos, elevando as chances de sucesso.

Identificar um comprador ou investidor para o negócio, questão que os vendedores costumam dar maior importância ao avaliar a contratação de um assessor, ou mesmo ao considerar acionar corretores, mostrou-se na realidade o serviço de menor relevância para os vendedores bem-sucedidos ao final do processo.

De fato, boutiques e bancos de investimento bem estruturados possuem ferramentas, bancos de dados, conexões e acesso a redes de contatos que permitem identificar e qualificar potenciais investidores e compradores, e todos os bons assessores tem essa capacidade. O perfil do comprador que enxerga mais valor no negócio proposto é o que se deve buscar, de forma ativa pelos assessores, e para isso existem ferramentas sofisticadas. O desafio é estar devidamente preparado e bem assessorado, pois identificar os interessados é o de menos para quem sabe o que está fazendo.

Valuation – Resolvendo as diferenças


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Em uma transação corporativa a discussão sobre o preço é uma das mais desafiadoras, principalmente devido à incerteza inerente às projeções para o negócio.

Muitas transações deixam de ser concretizadas por discordância de preço. Com a intenção de maximizar seus retornos, comprador e vendedor muitas vezes restringem a discussão a este ponto, reduzindo assim as chances de realizar um negócio que beneficiará a ambos. Se o comprador acredita que seu retorno está principalmente nesta discussão, provavelmente ainda não desenvolveu uma visão clara sobre as potenciais sinergias que podem ser capturadas com o deal.

Definir o valor de uma empresa se dá em função das expectativas que se tem para seus produtos e respectivo mercado de atuação. A visão pode diferir significativamente entre as partes, e identificar formas de fundamentar adequadamente a avaliação pode ajudar a reduzir as diferenças.

Quando a incerteza é muito grande, podemos utilizar mecanismos para aproximar as partes, sem se limitar à definição do preço no momento da transação. Considerar compensações além desta questão pode inclusive elevar o valor total de venda, enquanto reduz o risco para o comprador, principalmente se o valor da empresa efetivamente evoluir ao longo do tempo.

Uma modelagem financeira bem fundamentada, em especial utilizando-se softwares de análise preditiva ou mesmo prescritiva, pode ser o primeiro passo em direção a uma discussão mais embasada sobre as probabilidades de resultado que se pode esperar para o negócio.

Outra pratica comum para convergência é o mecanismo de earnout, utilizado para compensação adicional do vendedor, mediante atingimento de desempenho futuro. Geralmente atrelado a métricas de crescimento e geração operacional de caixa, o earnout oferece uma solução de alinhamento de interesses em situações onde há diferença significativa de expectativas.

Uma opção que pode ser estudada é a venda majoritária, mantendo-se o vendedor como conselheiro. A estrutura pode ser conveniente quando a perspectiva para a empresa é favorável. Com uma participação reduzida, digamos entre 10% e 30%, por exemplo, o vendedor pode viabilizar a transação, reduzindo o investimento inicial requerido do comprador, e ainda se beneficiar de resultado positivo futuro. O comprador poderá contar com a experiência do vendedor como conselheiro, com interesses alinhados e incentivo para buscar a visão proposta.

Existe uma prática, comum em alguns países, que consiste na concessão de empréstimo direto do comprador ao vendedor, que fica portanto obrigado a pagar principal mais juros ao vendedor durante um determinado período. Esta opção oferece uma solução flexível, negociada diretamente entre as partes, sem necessidade de envolvimento de instituições financeiras. Uma vantagem desta estrutura é a redução do desembolso inicial para o comprador, tornando a transação mais acessível, e garantindo estabilidade de fluxo de caixa para o vendedor, inclusive com potencial de elevar o valor final de venda.

Negociações de transações corporativas são complexas e envolvem muitas variáveis sensíveis. São diversas etapas desafiadoras, como a definição da estratégia, screening, discussão de valuation, estrutura societária adequada e integração pós fusão. Processos de fusões e aquisições demandam conhecimento especializado em muitos campos de atuação e requerem o envolvimento de assessores financeiros, legais, auditores e outros, como fornecedores de tecnologia, além da anuência de instituições financeiras, CVM ou mesmo clientes relevantes.

O valor, em M&A, não está apenas no preço.

Gestão Contínua do Valor da Empresa


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Daniel Rivera Alves
Sócio Fundador da Elit Capital

Pablo Sandler, Ph. D.
Sócio Fundador da Nogah Tecnologia

Como suas decisões impactam o valor do seu negócio? Compreender como a empresa gera valor e quais as variáveis que o compõem é o primeiro passo para começar a responder esta questão. A gestão somente é possível através da identificação e monitoramento de informações relevantes.

Criar valor é uma consequências das nossas decisões. A gestão do valor é portanto um processo, que requer uma medição contínua dos impactos das nossas decisões ao longo do tempo. Estimar o valor criado a partir das nossas decisões requer um exercício de projeção e simulação de cenários.

Estudo publicado em junho deste ano pela FGV, em conjunto com a Duke University, com participação de 1.500 executivos financeiros (CFOs), evidencia como os CFOs tomam decisões. A pesquisa indica que 83% dos responsáveis pelo planejamento financeiro corporativo desenvolvem análise de cenários para um horizonte de ao menos 5 anos.

Segundo a publicação da FGV, os gestores concentram-se em um cenário base, mais alinhado às suas expectativas, incluindo ainda um cenário otimista e outro pessimista, que recebem cerca de metade da atenção do cenário base.

Eventos extremos (caudas longas) tem baixa probabilidade de ocorrer, mas impactam o negócio de forma significativa quando se materializam, e a maioria das empresas parece não conseguir prever adequadamente tais possibilidades em seus planejamentos.

Outra pesquisa, de agosto deste ano, intitulada “Desafios do processo de Planejamento e Orçamento”, publicada pela Deloitte, apresenta as prioridades de mais de 500 CFOs e executivos financeiros ao redor do mundo. Integração, Desempenho e Monitoramento Contínuo são fatores-chave declarados, conforme gráfico abaixo.

A utilização de softwares e modelos estocásticos está mais acessível, apresentando uma nova abordagem à forma tradicional de realizar projeções e simulação de cenários, ao mesmo tempo em que torna possível automatizar o processo.

A incerteza inerente às projeções pode ser modelada com o uso do software, contemplando assim a incerteza (risco) inerente às principais variáveis do próprio negócio, de forma integrada e evolutiva. O resultado é uma projeção abrangente, de todos os resultados possíveis,  ponderados pela sua probabilidade.

De forma integrada aos sistemas legados da empresa, o software atualiza automaticamente o planejamento, a partir dos dados históricos da empresa, à medida em que se realizam, retroalimentando as projeções de médio e longo prazos.

É possível acompanhar a convergência dos dados realizados ao planejamento através de Dashboards, permitindo o monitoramento do desempenho do negócio e do seu valor em tempo real, continuamente.

Esta nova abordagem agrega uma importante perspectiva sobre a decisão de investimentos, acrescentando à analise dos critérios de seleção de projetos e alocação de capital a ponderação probabilística dos riscos e potencial de valorização da empresa, garantindo a seleção dos melhores projetos com uma análise comparativa, considerando o grau de incerteza individual e integrado (considerando as sinergias), fundamentando melhor as decisões e refletindo seus impactos no valor da empresa.

O Software simula graficamente o valor da empresa, e a respectiva incerteza inerente a cada decisão de alocação. O gráfico ao lado representa uma simulação de cenários, comparando o valor da empresa para diferentes decisões de investimento.

O valor mais provável para a empresa em cada cenário é indicado pela área mais escura no centro das barras, e o grau de incerteza é representado pela amplitude das barras.

Cada decisão tem um impacto diferente no valor da empresa. A barra azul clara, por exemplo, demonstra o cenário no qual a empresa tem a probabilidade de atingir o valor mais elevado, com maior amplitude, mas que ainda assim cria um incremento de valor significativo à empresa, além da incerteza intrínsica do modelo, devido a captura de sinergias por meio do cenário/projeto em questão.

A sua empresa conhece, acompanha e faz a gestão do valor? Continuamente?

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